9 de out. de 2014

Review: Middle Earth Shadow of Mordor





Ansiosos por novidades, jogadores do mundo todo apostavam suas fichas e depositam suas esperanças em diversos títulos da famigerada "nova geração" para suprir seus anseios e necessidades.

O tempo se passou e a maioria das "hypes" (expectativas criadas ao redor de um lançamento) mostraram-se inválidas. Numa fria e objetiva análise, qual jogo inovou, qual melhorou "absurdamente" seus gráficos, qual justificou o investimento na nova geração?

Eis que temos afinal uma grata surpresa: Middle Earth Shadow of Mordor. Não havia grandes expectativas ao redor deste jogo, não se esperava muito de uma parceria entre Warner e Monolith (afinal de contas, Guardians of Middle Earth desperdiçou o potencial imenso de um moba). 

O jogo consiste na junção de diversas "fórmulas de sucesso" no mundo dos games, unidas e vociferadas em uníssono como na canção dos Ainur antes de tudo existir...

Enfim! Divagações à parte, a ideia é simples e eficaz: a jogabilidade busca a liberdade apresentada na série Assassin's Creed sua inspiração, a forma pela qual se "abre o mapa" do jogo é descobrindo Torres de Prata da Segunda Era, baluartes remanescentes de Eregion cuja silhueta remete à Valinor e as Duas Árvores (Laurelin e Telperion). Com isso aparecem objetos e missões secundárias espalhadas no mapa para se coletar com o objetivo de reunir um certo número, ou uma missão para adquirir determinada habilidade, destravando assim recompensas e informações acerca da história dos personagens Talion e Celebrimbor. 

A movimentação também nos lembra a franquia Assassin's Creed, já as lutas são uma mistura da boa e velha ação da série Batman (Arkham Asylum, Arkham City) com movimentos de espadas, muito sangue e finalizações brutais, seja furtivamente, em franco combate ou com o arco espectral de Celebrimbor. 




As texturas são bem trabalhadas, o cenário é repetitivo, mas muito bem apresentado, a rotação de mapas é suficiente enquanto a história se desenrola e repleta de missões secundárias que lhe conferem maior longevidade. A História principal é bem trabalhada, porém curta. O enredo é bem desenvolvido, a trama possui várias situações que te mantém preso e esperando mais (o que pode ser frustante) até sua conclusão. Resumindo, o jogo é curto, mas é bonito e agradável - faz você querer mais, e te prende a atenção com muita ação e um belo enredo.

Porém, tudo isso não foi dito ao acaso, apenas unir fórmulas de sucesso não trariam uma surpresa agradável, ainda há um fator - inovação. E isso se dá com o Sistema Nemesis; o sistema cria uma interação entre os dois personagens principais e o exército de orcs que voltaram à Mordor por volta do ano de 2959-2960 da Terceira Era do Sol e da Lua. 




Seu funcionamento é simples: existem Urûks que comandam os demais ( o termo uruk é equivocado, este termo nos remete ao Alto Élfico [quënya] urco [plural urqui] cujo significado é "espectro", uma referência aos primeiros orcs de Melkor - que nada mais são que uma perversão da criação orginal de Eru Ilúvatar, os elfos - eram eles, os primordias, imortais como os elfos; o que acredito ser apenas uma feliz coincidência do Sistema Nemesis em questão e não um estudo profundo) que podem ser identificados (seus nomes e feições são variados e bem trabalhados, sua variação é grande e suas aparições aleatórias sem contar os ligados a campanha do jogo) por Talion e Celebrimbor, desafiados, derrotados, podem desafiar os demais, ascender ou decrescer posições e ligados uns aos outros, chefes menores ligados a chefes maiores, como guarda-costas, por exemplo. Esse sistema cria uma interação infindável com o exército do Segundo Senhor do Escuro, e faz com que a longevidade faça valer sua aquisição.




Desta forma, sempre terão novos Capitães (quando você é "morto" por um Orc ele ascende como Capitão e recebe um título, como "O Impiedoso", ou "O Humilhador") à disposição, ligados à outros e disputando entre si pelo poder. E mais, você vai adquirir (através do poder post mortem de Celebrimbor) a habilidade de dominar a vontade destes Orcs e comandá-los - o que garante mais diversão ainda! 

Enfim, um bom jogo com uma pitada de inovação. As vezes é melhor não ter tanta hype e se surpreender com o resultado final.



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